O tempo passou, você se foi, mas eu ainda lembro de você.
Eu lembro de como me sentia bem com você. Lembro de como você ria das coisas idiotas que eu falava. Lembro como tudo parecia tão simples quando estávamos juntos.
Éramos duas crianças felizes. Livres. Que apoiavam uma a outra.
Não há um dia em que eu não lembre de tudo o que fomos. Não há um dia em que eu não pense em tudo o que poderíamos ser.
Você continua me perseguindo, por todos os cantos que eu vou. Você está ali, numa imagem de um garoto e uma garota fazendo palhaçadas. Você surge no meio de uma conversa - basta uma simples palavra-chave para desencadear o turbilhão de lembranças dos momentos que tivemos juntos. Você está no corte de cabelo de algum garoto aleatório, no sotaque do sul, na letra de uma música. Você aparece na minha cabeça, mesmo que eu não esteja pensando em absolutamente nada.
Pela primeira vez em um longo tempo, eu lembrei o que era sentir falta de alguém. Agora eu aprendi que essa sensação de estar derretendo por dentro se chama saudade.
Agora, escrevendo essas palavras, sinto que tenho você por perto. Sinto que estamos próximos de novo. E é por isso que eu não quero esquecer de você: minhas memórias o mantém aqui, junto a mim.
Eu sei que sua vida mudou, deu um giro de 360 graus e você nem lembra mais de mim. Ainda assim, eu lembro de você.
E tudo o que eu queria agora era poder dizer isso a você, e então derreter por inteiro.
Esses dias estive pensando sobre como o cristianismo funciona nos dias de hoje.
Eu estava pensando no quão desconfortável ando me sentindo ao entrar em uma Igreja, em como isso era diferente há poucos anos atrás; nos assuntos que pesquisei recentemente em relação ao espiritismo e no grande "bum" das igrejas protestantes no Brasil. Em meio a esse emaranhado de monólogos, fui seguindo uma linha de pensamento — não por acaso, acredito — até chegar ao assunto que me trouxe aqui. Há um tempo atrás, comecei a reparar em como religiosos fervorosos — daqueles que gritam louvores até mesmo às 5 da manhã, faça chuva ou faça sol — pareciam gostar de falar sobre assuntos que naturalmente consideramos "ruins", como o apocalipse e demônios. Notei que, quando uma conversa chegava nesse ponto, os fiéis se exaltavam mais do que quando falavam sobre coisas muito mais importantes, como a mensagem de amor que Jesus nos passou. Sabe quando nós falamos sobre algum assunto que sabemos de cor? Quando ficamos ansiosos, talvez até mesmo extasiados, quando estamos conversando normalmente com alguém e, ocasionalmente, a pessoa toca no assunto sobre o qual você esperou bastante tempo pra ter uma oportunidade para comentá-lo? É exatamente assim que acontece quando falo com esses fiéis e, ocasionalmente, a conversa vai parar naquele ponto que eles tanto esperaram: demônios, pecados e, é claro, o Apocalipse. E como os olhos deles parecem brilhar ao apontar pecados e suas devidas punições, sempre usando terceiros como exemplo e nunca a si mesmos... Foi aí que eu tive um estalo, e aquela lâmpada em cima da cabeça acendeu: esses fiéis não são movidos ao amor que sentem pelo Pai. Eles são movidos ao medo. Não estou generalizando, até porque sou só uma garota de 16 anos que observa demais o modo de falar das pessoas e que não frequentou uma igreja protestante/evangélica por tanto tempo quanto uma católica. Mas, com base nas pessoas protestantes com quem tive a oportunidade de conversar sobre Deus até aqui (as quais não foram poucas), essa foi a minha conclusão. E em todas essas vezes, sempre eram ditas coisas que me deixavam, mesmo que só por dentro, inquieta. Já ouvi-os dizerem coisas "comuns", como que não se deve sair para festejar no Carnaval porque o pecado está em toda parte. E também já ouvi coisas ainda mais intrigantes, como algumas "regras" que devem ser seguidas por quem deseja manter o voto de castidade. Aqui vai um exemplo dessas regras: Não ficar sozinho com o/a companheiro(a) até o casamento, evitando locais isolados e/ou escuros. Parece piada, mas é sério. Eu realmente ouvi essas palavras sairem da boca de um evangélico. Não estou inventando isso porque acho engraçado. Na verdade, até fiquei indignada quando ouvi isso. Reconheço que nós, como seres humanos e filhos de Deus, somos fracos, e pecadores desde o nascimento. Mas fugir de uma coisa assim como se tivéssemos certeza absoluta de que o pior fosse acontecer chega a ser um pouco patético — Tá, bem patético, pra ser honesta. Porque não se deve fugir de certas coisas, e sim enfrentá-las, sem medo.
Voltando rapidamente à parte de usar terceiros como exemplo, eu pergunto: Por que temer se você é diferente deles?
Por que temer quando a própria Bíblia nos diz: "Não temas, crê somente" (Marcos 5:36) e "Nada pode separar um cristão do amor de Deus" (Romanos 8:38-39)? O medo pode ser um combustível para encher igrejas, pode funcionar para você se aproximar de Deus, mas o medo foi o que me afastou da Igreja. E isso me levou a observar um pouco mais as informações sobre outras religiões que eu tive acesso. Partindo para o que eu absorvi com as pesquisas sobre algumas questões do espiritismo: Jesus foi a maior prova de amor que já existiu. Ele caminhou por nossa Terra como nós caminhamos; viveu e espalhou bondade durante toda Sua vida, que foi encerrada de forma cruel quando Ele ainda era jovem, somente para nos salvar. Cristo deu o Seu sangue para a remissão de nossos pecados. Não temos o que temer. Somos todos pecadores, mas Jesus nos ama mesmo assim. E somos todos filhos de Deus. Isso significa que somos todos iguais, portanto não nos cabe julgar alguém por algum ato que nós presenciamos. Somente Deus sabe o que se passa no coração de cada um de nós. Assim como não devemos temer, não devemos forçar alguém a ter medo. Você pode me dizer que, quando se ama alguém, você tem medo de fazer algo errado que faça com que esse alguém te enxergue de modo diferente ou deixe de gostar de você. Mas esse é exatamente o ponto que estou tentando frisar! Veja bem: se deixamos de fazer algo por pensarmos que isso irá magoar certa pessoa, não estamos deixando de fazer isso por reconhecermos que aquilo não será bom para nós. Mas, se refletirmos um pouco sobre o que nos foi dito por esse alguém, pararmos por um minuto para tentar compreender aquele ponto de vista, aí sim estaremos fazendo a coisa certa. Aí sim iremos deixar de fazer a coisa errada por sentirmos, em nosso coração, que ela é errada. Não apenas por medo. Percebe a diferença? Buscar a Deus por medo e não pelo o que se sente é enganar a si mesmo. E este é o grande mal do Cristianismo. Ser Cristão significa confiar e não ter medo. Porque Jesus significa amor, e amor não deveria ser algo a temer. Procure sentir, entender ao invés de temer. Na Bíblia, a frase "Não tenha medo" é repetida 365 vezes, uma para cada dia do ano. Ainda há dúvidas de que não devemos temer e simplesmente confiar no Senhor?
A partir de hoje, vou me esforçar e postar um top 5 toda semana, seja ele sobre músicas, vídeos, livros, filmes... o que for. E não estarei mencionando só lançamentos.
Eu amo listas/tags/top 5, e essa foi uma das primeiras coisas que eu pensei em trazer pro blog. Então vamos lá.
Muita música boa foi lançada recentemente, é até difícil escolher só cinco! Mas, como nada nessa vida é fácil, eu vou aceitar esse desafio.
1. Litte Mix - Move
Estou oficialmente viciada nessa música! Toda vez que eu escuto dá vontade de sair dançando pela casa, interpretando a letra, cantando loucamente... As meninas fizeram um ótimo trabalho e acho que Move foi a escolha perfeita para o primeiro single do Salute, segundo álbum delas.
Aqui tem um vídeo delas ensaiando a coreografia pro vídeo, e adivinhem só? Também estou viciada nele!
O mais incrível é que os lives são ainda melhores que a versão de estúdio. Como essas meninas são talentosas, meu Deus!
2. Story of My Life - One Direction
Story of My Life foi uma surpresa, tanto a música quanto o clipe. Dá pra ver que os meninos amadureceram bastante nesse novo CD, o Midnight Memories. Quem acompanha a carreira deles, mesmo que "de longe", sabe do que eu tô falando.
Tenho que confessar: tô tão orgulhosa dos meus meninos ♥
Mesmo com todos os comentários dos produtores que viram o vídeo em primeira mão, eu não esperava me emocionar tanto com o clipe - por isso a surpresa. Qualquer coisa que envolva a família no meio toca no meu ponto fraco, e esse clipe me fez soltar algumas lágrimas - sim, eu, a pessoa mais difícil de chorar que eu conheço - então palmas para a One Direction por fazerem o impossível.
3. Show Me Love (America) - The Wanted
Sabe aquela música que você ouve uma vez e já ama? Foi assim com o novo single do The Wanted, amor a primeira vista.
O clipe pode não ser um dos melhores, mas que a música é muito boa, é! Sou apaixonada por violino e quando ouvi a intro foi amor à primeira vista.
Quanto aos vocais: estão impecáveis, fiquei impressionada com o quanto eles evoluíram. Tirei meu chapéu pro The Wanted, mais uma vez. Quem disse que directioner não pode gostar de The Wanted pode vir aqui e pagar meu ingresso pro próximo show deles aqui, obrigada de nada.
4. Let Me Go - Avril Lavigne feat. Chad Kroeger
Mesmo que eu ache o casal esquisito e que minha fase de fangirl da Avril tenha passado há anos, essa música ficou na minha cabeça e não saiu por um bom tempo. Let Me Go parece até música de trilha sonora de algum filme; ela te leva pra longe... minha mente voa quando eu escuto ela. Fica a dica pra quem gosta de escrever ou ler ouvindo música: com certeza essa música vai se encaixar com alguma cena, e vai ser bem mais fácil de imaginar se você estiver ouvindo-a. A participação do marido da Avril (Chad Kroeger, vocalista do Nickelback) foi uma boa ideia. Afinal, os dois são cantores mundialmente famosos e tudo mais...
5. Do My Thang - Miley Cyrus
Nada de We Can't Stop e nada de Wrecking Ball também, porque ninguém mais aguenta ouvir essas músicas. A música mais chiclete da Miley Bad Bitch Cyrus agora é, definitivamente, Do My Thang.
Bem animadinha, dá vontade de sair fazendo festa com os amigos por aí. A letra é praticamente um motto, super a cara da Miley: dane-se, carpe diem, vamos aproveitar.Muito boa pra house party.
Aliás, acho que o Bangerz inteiro é bom pra house parties.
Ah, o nervosismo do primeiro post... demorei tanto pra senti-lo!
Senhoras e senhores, eu consegui! *aplausos*
Depois de muito hesitar, aqui está o Verdade Ficcional, o blog que ficou por meses na minha cabeça, e que agora finalmente se tornou realidade.
Aqui será o meu cantinho, onde pretendo postar sobre meus assuntos preferidos: literatura, música, filmes e moda. E estou pensando em acrescentar mais uma pitada de aleatoriedades, claro.
A ideia de criar o blog surgiu assim que eu percebi que não tinha quase ninguém pra comentar sobre os meus assuntos favoritos, e às vezes é tanta coisa pra falar que não consigo comentar sobre tudo com as pessoas ao meu redor que se interessam nesses assuntos.
Não foi fácil ajeitar tudo (pensem numa pessoa ruim com HTML...) até a página ficar do jeito que eu queria, mas com um pouco de paciência, eu consegui arrumar um pouco as coisas. Espero que o layout tenha ficado tão bonitinho pra vocês como ficou pra mim rs.
Espero também que gostem do blog, não só pelo layout. Aqui, com certeza, vai ser um pedacinho de mim, que eu achei interessante compartilhar. Dedos cruzados.